10 FATOS SOBRE CASAMENTO E DIVÓRCIO

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica), o número de casamentos oficiais no Brasil vem crescendo com o passar dos anos. Isso me faz acreditar que o sonho do “felizes para sempre” está mais vivo que nunca e que a família (base de toda sociedade) é um objetivo comum entre os brasileiros (Graças à Deus por isso!).
Ainda que alguns poucos pensem na contra mão dessa linha, compartilhar experiências, sonhos, medos, coisas boas e não tão boas do cotidiano é algo que vem desde sempre, concorda? Afinal, desde o princípio já ficou claro que ninguém é feliz sozinho: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” – Gênese 2,18. Ou seja, dois é melhor que um.

Desde os meados do ano 2000, o IBGE registra um aumento do resgate da oficialização da união conjugal que, em anos anteriores, havia sofrido uma baixa considerável. A partir desse período, um novo cenário surgiu e as solicitações oficiais para a consolidação do união estável recebeu um acréscimo de 6% e foi recebendo aporte até chegar no 7,8% passando por pequenas oscilações nos anos de 2001 à 2003.

Em 2007, o Brasil registrou 1.095.535 de casamentos oficiais e, de lá pra cá, houve uma pequena queda desse tipo de união no país. Segundo as Estatísticas do Registro Civil 2017, do IBGE, na década passada a média de duração de um casamento civil foi estimada em 17 anos. Hoje, o tempo médio entre a oficialização da união e a data da sentença ou escritura do divórcio está em de 14 anos. De 2016 a 2017, o número de uniões registradas diminuiu 2,3% enquanto que o número de divórcios aumentou 8,3%. A pesquisa mostrou ainda que este é o segundo ano consecutivo com aumento do número de divórcios e diminuição de casamentos entre os brasileiros. “A proporção é de três casamentos para cada divórcio”, comenta Klívia Oliveira, gerente da pesquisa.

 

Quando se trata de casamentos homoafetivos que, apesar de representarem pouco mais de 0,5% das uniões registradas, é a porção que segue crescendo. Em 2017 apresentou aumento de 10%.
Outro dado que o estudo trouxe foi o percentual de divórcios judiciais com sentença de guarda compartilhada dos filhos que passou de 7,5% em 2014, para 20,9% em 2017, sinalizando que pais e mães, agora, dividem direitos e deveres para com os filhos.
A idade para se casar também mudou. As pessoas estão esperando mais para dizer “SIM” ao matrimônio, o que pode indicar que a maturidade foi parte decisiva nesse cenário. O grupo de pessoas dos 30 aos 49 anos são os que mais casam. Esse dado também pode refletir que os brasileiros estão dando prioridade à conclusão de sua formação acadêmica e profissional.

Um trabalho intitulado “The National Marriage Project – 10 estatísticas impressionantes sobre casamento e divórcio” publicado pelo Dr. David Popenoe, Ph.D. pela Universidade de Rutgers (EUA), afirma que o quê você faz antes do casamento tem tudo a ver com ter um casamento feliz. Aí ele enumera esses fatos e eu achei interessante compartilhar com vocês:

1 – Casar na adolescência fator de maior risco de divórcio. Quando se casa na adolescência, o risco três vezes maior de separação quando comparado aos casam após os 30 anos ou mais.

2 – Quando alguém é apresentado pela família, amigos ou conhecidos, a possibilidade de encontrar um futuro parceiro é maior. Cerca de 60% dos casamentos ocorridos nos EUA são de casais que foram apresentados pela família, amigos ou colegas de trabalho.

3 – O casamento tem uma chance maior de ter sucesso quando pessoas com valores e objetivos de vida semelhantes se encontram. (e aqui abro um parêntese par dizer que eu sempre escutei minha mãe dizer: “Deus une propósitos”. Assim sendo, a ciência prova o que a sabedoria popular já sabe e faz tempo, viu?) E é bom dizer que aquela regra de que os opostos se atraem pode até valer para a física, mas na em um relacionamento, os opostos são antagônicos mesmo e tem dificuldade de se manterem juntos.

4- Mesmo com o crescente número de casamentos com filhos de relacionamentos anteriores, o estudo apontou essa é uma das características menos desejáveis na busca de um potencial companheiro(a). Traduzindo: Pessoas com filhos têm chances menores de vir a se casar, acredita nisso?

5 – Pessoas que possuem nível superior tem maior probabilidade de casar e manter o casamento do que aqueles que não possuem. O que confirma a teoria apontada pelo IBGE de que esperar para concluir a carreira acadêmica e profissional ajuda sim, viu?

6 – Morar junto antes do casamento não significa uma “fase de teste” na vida do casal. Mesmo com várias experiências de coabitação antes do casamento, as pessoas demonstraram possuir uma propensão maior a conflitos dentro do relacionamento, infelicidade conjugal e eventual divórcio até mais do que aquelas que não passaram por essa experiência.

7 – O casamento ajuda na geração de renda. O estudo diz que pessoas casadas progridem financeiramente mais. A produtividade dos homens aumenta após o casamento e a renda recebe um aporte de 10 a 40% a mais do que homens solteiros, mesmo compartilhando do mesmo nível educacional e experiência profissional semelhante.

8 – Os casados recebem maior suporte financeiro das respectivas famílias. O que não acontece com casais que apenas “testam” viver juntos, sem oficiliazar a união. Isso pode ser devido que, para o restante da família, o casamento oficial, implicar em um relacionamento mais estável.

9 – Pessoas solteiras ou aqueles que apenas coabitam, experimentam uma satisfação emocional e física menor em sua vida sexual do que os casados. Na contra mão do que a mídia tenta mostrar, de que o sexo no casamento acaba se monótono e sem graça, os números de satisfação sexual dos casados apresentados no estudo, foram bem superiores com relação aos solteiros sexualmente ativos. Essa satisfação pode ser amparada por alguns fatores, entre eles o fato de que o casamento gera uma sensação maior de confiança e segurança, permitindo que os parceiros se entreguem mais, já que, imagina-se que há uma cumplicidade maior envolvida.

10 – Ainda de acordo com o estudo, as chances de divórcio são quase 3x mais quando um dos cônjuges vem de lares nos quais os pais são divorciados. Além disso, essas pessoas são ligeiramente menos propensos a dizer “SIM” e bem mais propensos ao divórcio.

De posse dos dados, o que você acha? Acredita ou não na instituição família? Eu, sinceramente, acredito de verdade. Sem ela, nada é possível. Uma boa e justa sociedade se constrói em família.

Beijo grande!